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ATENÇÃO! Pare o que está fazendo!

O ano de 2017 trouxe muitas provas para a humanidade. Na verdade, a última década vem trazendo diversas dificuldades que pareceram desabar nestes últimos meses. Mortes trágicas, destruições em massa, corrupção na política, pobreza e desemprego, educação e tratamentos de saúde que regridem, quando deveriam estar progredindo. Fora todos estes problemas da comunidade, ainda fomos obrigados a lidar com problemas na família, no trabalho, nas amizades e no amor. Além disso tudo, ainda houveram muitos problemas internos, como baixa autoestima, fracassos pessoais, medo do desapego, fuga dos fins de ciclos, fuga dos inícios, vontade de fugir de todos, de tudo, do mundo e, infelizmente, milhares de pessoas com tendência ao suicídio. Isso era pra ser apavorante, mas se tornou comum.

As mulheres estão sendo criadas para se sentirem iguais aos homens, com os mesmos estudos, mesmas oportunidades de cursos, a mesma vontade de trabalhar numa grande empresa e conquistar um grande cargo. As mulheres estão sendo criadas para serem independentes, dirigirem sozinhas, e sem medo, à noite, para pagarem suas contas nos bancos, lavarem seus carros ou mandarem lavar, saírem nas festas com as amigas, sem precisar de um homem do lado “só para dizer que está”. As mulheres estão sendo criadas para “conquistarem o mundo”.

Os homens estão sendo criados para serem os melhores em tudo, melhores no trabalho, melhores no grupo de amigos, os que continuam solteiros por mais tempo, os que mais lideram, os que mais demonstram fanatismo por futebol e jogam a “pelada” uma vez por semana, tomam cerveja, fazem churrasco e passam horas no computador. Eles continuam sendo criados para amarem as mulheres. Porém, eles não esperavam amar as mulheres que gostam das mesmas coisas que eles (futebol, cerveja, UFC, uma saidinha à noite, a mesa do bar, um final de semana surfando na praia, outro final de semana grudada nos estudos e nos planejamentos da empresa, pescaria, rally, viagens ou Netflix). As mulheres e os homens gostam das mesmas coisas. Aquela frase “os opostos se atraem” já não ajuda a firmar uma relação. Homens e mulheres não estão mais dispostos a superarem barreiras e serem companheiros para uma vida inteira.

Onde está a culpa disso? Na falta de atenção. Como? Você já tentou parar e PRESTAR ATENÇÃO no que está acontecendo no mundo? Prestou atenção, por, no mínimo, 15 segundos, na sua família? Já prestou atenção no seu amigo que pede conselho, antes de falar “qualquer coisa” pra poder consolar? Você PRESTA ATENÇÃO na pessoa com quem está saindo? Presta atenção em quem ela é, do que ela gosta, no que ela fala? Você prestou atenção nos valores dela? Você prestou atenção na reclamação do seu colega, antes de xingá-lo? Você prestou atenção no sofrimento do cuidador de carros, antes de negar um pão pra ele? Você prestou atenção nos seus pais e disse “eu te amo”, antes da viagem que poderia causar qualquer tipo de acidente que impediria-os de voltarem pra casa? Você prestou atenção na causa que tem levado muitos jovens e adultos ao suicídio? Você prestou atenção quando seu amigo disse que queria se isolar? Você PRESTA ATENÇÃO ao que está ocorrendo na sua rotina, na sua vida, no seu agora?

O mundo mudou. Se você não estiver disposto a prestar atenção e ser mais parceiro do universo, das pessoas e das causas, você ficará estagnado. Não adianta ser o melhor em tudo e não ter as melhores pessoas ao seu lado, aquelas que admiram o seu sorriso, a sua inteligência, o seu abraço confortável, o que acontece dentro da sua casa e não o que sua casa representa aos olhos dos vizinhos. Abra os braços para aceitar o que é do seu merecimento e preste atenção para o que você está, de fato, deixando fazer parte da sua vida! Abrace tudo e todos com atenção!

Luana Taís Nyland

Sou Suficiente

Se eu te perguntar o que é ser vulnerável para você, provavelmente virá algum pensamento sobre fraqueza, fragilidade ou incapacidade, certo? Fomos educados a enxergar a vulnerabilidade como algo “negativo”. Mas sabe de uma coisa?! Hoje revi meu conceito sobre vulnerabilidade, e compreendi onde está um dos meus maiores equívocos na vida, e que tanto tem me gerado frustração!

Compreendi a importância de assumir minha vulnerabilidade para poder me tornar verdadeiramente autêntica na vida!

O ser humano nasce e vive para se conectar com outros seres humanos, mas, se existe uma coisa capaz de desfazer conexões, é a vergonha! A vergonha pode ser vista como o medo da desconexão, e te faz pensar coisas do tipo: “Há algo sobre mim que, se outras pessoas souberem, fará com que eu não mereça conexão?”. E na verdade, todos nós sentimos isso em diversos momentos da vida.

O que sustenta essa ideia de que “não sou boa o suficiente”, “não sou magra o suficiente”, “não sou rica o suficiente”, ou seja lá o que for, é uma vulnerabilidade dilacerante. Para que a conexão aconteça, precisamos nos permitir ser realmente vistos, mas temos medo e vergonha de nos mostrarmos exatamente como somos.

Entendi que a vulnerabilidade, essa que nos deixa envergonhados e com medo, é exatamente a mesma que irá nos proporcionar os melhores momentos de nossas vidas! Aceitar e exibir nossa vulnerabilidade, com a sincera crença de que somos MERECEDORES de amor e pertencimento, faz TODA A DIFERENÇA!

Entendi também que viver abraçando a vulnerabilidade (e não lutando contra ela), é ter CORAGEM de ser imperfeita, é ter compaixão para ser gentil comigo mesma para depois ser com os outros, é estar disposta a abandonar quem pensava que deveria ser a fim de ser quem realmente sou, e que isso sim, é viver de forma autêntica.

A vulnerabilidade não é algo confortável, mas também não é assim tão doloroso. Basta ter DISPONIBILIDADE para dizer eu te amo primeiro, a disponibilidade de fazer algo sem garantias, ou de investir em um relacionamento que pode ou não funcionar…

Vivemos em um mundo vulnerável, e uma maneira que encontramos de lutar contra isso, é anestesiando as nossas vulnerabilidades, nossos sentimentos ruins. Mas o problema é que não temos como anestesiar seletivamente só o que nos desagrada, quando fazemos isso, anestesiamos também as alegrias, a gratidão e a felicidade, e então nos sentimos infelizes, procurando um propósito na vida, e nos sentimos vulneráveis, e isso se torna um ciclo perigoso.

Permitir que sejamos vistos, vistos profundamente, vulneravelmente, amar com o coração, mesmo que não haja garantias, praticar gratidão e alegria nos momentos mais difíceis, apenas parar e ao invés de criar catástrofes mentais sobre o que poderia acontecer, apenas dizer “sou grata por isso”, porque sentir-se vulnerável, significa estarmos vivos!

Entendi a importância de lembrar-me diariamente que: “Sou suficiente”. E mais do que lembrar, é acreditar nisso! Somos todos vulneráveis, imperfeitos e SUFICIENTES!

Francine Pressi

Xô embuste!

Embuste: substantivo masculino singular. Significa gente feia, pessoa ignorante, de poucos amigos. Oi? Se a criatura não tem nem amigos, por qual motivo ele deve ter você? Acorda, colega! Você não perdeu, você se livrou! Xô embuste!

Eu juro que tenho tentado compreender o mundo atual, com esse monte de atitudes absurdas e homens babacas que se acham no direito de falar o que querem para as mulheres. Homem que chega, elogia e convida pra ir na sua casa: Nós sabemos qual é a finalidade! Homem que diz: “tô com preguiça de sair, vamos olhar um filme!” – Já sabemos o que tu pretende! Homem que acha a mulher linda e quando ela diz “NÃO” se torna a mulher mais feia, chata e sem graça do mundo. É mesmo?

Infelizmente cheguei ao ponto de entender que os homens só acham bonitas as mulheres enquanto elas estão dispostas a fazer o que eles escolherem. Mulher precisa ser inteligente, mulher precisa gostar de sexo e fazer quando o homem quiser, mulher precisa usar as roupas que ele acha interessante, mulher deve achar “gostosa” um elogio fantástico, mulher que está no Tinder quer ir pro motel, mulher que usa roupa decotada quer ser abusada, mulher que escolhe ser amiga de homem é obrigada a ser assediada. Até QUANDO? Até quando temos que ter MEDO e NOJO desse tipo de pensamento e ação?

Nós não queremos ser tocadas só porque estamos solteiras, nós não queremos que vocês nos beijem enquanto falamos que alguém foi ruim, nós não queremos que você proponha ficar escondido dos seus amigos, nós não queremos ser trocadas pelas inimigas, nós não queremos que vocês nos tragam intrigas!

Nós não merecemos que você seja grosseiro, que você mande áudios gritando, que você nos trate mal! Nós merecemos que você nos valorize! HOMEM DE VERDADE, APAREÇA! Nós estamos dispostas a abrir as portas pra você e fechar todas as janelas para os outros. Xô ignorância! Xô ridículo! Tchau pra você também! Sabe o seu umbigo e o seu ego? O mundo vai muuuito mais além!

Sobre aceitar mudanças

“Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem! Avance firme e torne-se Oceano!”

Esse pequeno texto é de um professor de filosofia indiano e mestre na arte da meditação, chamado Osho.

O que quero compartilhar hoje com vocês é isso, essa pequena dose de inspiração e de motivação no seu dia. É o desejo de que você não se amedronte diante da imensidão do oceano que está aí, logo a sua frente. Você já percorreu um longo caminho para chegar até aqui, não tema a mudança! Você está prestes a ver uma linda transformação acontecer na sua vida. Permita-se ser muito maior do que um dia sonhou em ser. Você é merecedor de cada benção na sua vida. Se entregue, confie, aceite e agradeça esse precioso momento de mudança!

Talvez você me diga que se sente inseguro, que não tem coragem e prefere não arriscar… Mas se formos analisar a palavra coragem, ela vem da raiz latina cor, que significa “coração”. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. O caminho do coração é o caminho da coragem. Precisamos aprender a confiar mais nessa vozinha que trazemos aqui dentro do peito, e que sempre nos guiará até o nosso verdadeiro lugar. Mas para isso, teremos sempre que enfrentar o desconhecido, abandonar o passado e nos lançarmos oceano adentro, apesar de toda nossa insegurança. Viver é correr riscos, e só os corajosos, é que saberão a delícia que é desaparecer para renascer oceano.

A vida é impermanência meus amigos, tudo muda o tempo inteiro, e com sorte, se soubermos fazer bom uso dessa curta trajetória que é a vida, sairemos dela muito melhores do que quando aqui chegamos! Curta o passeio e aproveite cada nova possibilidade de transformação.

Francine Pressi

 

Eu levei um pé na bunda

Quem nunca? Levar um pé na bunda é uma das ações mais comuns que acontecem com os seres humanos. Raro é quem nunca levou. Triste de quem nunca pode superar e entender o quanto válido é fechar um ciclo pra poder abrir novas portas. Mais triste ainda é ficar por semanas, meses ou anos esperando um pedido de desculpas. Quem te dá um “pé na bunda” faz por gosto, não vai se arrepender, nem entender o quanto isso te causou desgosto.

“Ah, tu não ficou com raiva?”, perguntam sempre. Claro! Infelizmente, sou humana imperfeita. Senti raiva, mágoa, chorei. Me senti ferida, atingida. Senti realmente que tinha conhecido a pior pessoa do mundo e que essa pessoa não tinha o direito de me machucar de tal forma. É isso que acontece quando se gosta, né?! Afinal, um “pé na bunda” só é um “pé na bunda” quando dói, quando vem de quem é importante pra gente, quando ficamos sem entender o que fizemos, quando a sensação é de querer voltar atrás.

Vale a pena? O que vale a pena, de fato, é se desprender de tudo o que não me faz bem. O que vale a pena, acima de tudo, é guardar o que foi bom e riscar tudo o que me fez sofrer. E sobre aprender? É para isso que somos rejeitados, muitas vezes, por pessoas totalmente diferentes. Para aprender que somos melhores, para aprender que as pessoas também têm defeitos. Para aprender que não existe perfeição. Para aprender a tamanha importância de receber um “não”.

O “não” é o que me faz parar e refletir. É um simples “não te quero mais na minha vida do jeito que tu me quer” que me faz pensar se realmente quero essa pessoa, desse jeito, com essas atitudes, valores, caráter e desprezo ao meu lado. É o “tu não tem mais importância pra mim” que me faz ser grata pelo tanto de importância que dediquei a ti. É o “não sei me colocar no teu lugar” que me faz abrir as portas para quem saberá.

Abrir portas é realmente importante. Dá medo? Óbvio! Dá medo do desconhecido, do vazio, do novo, do que terá “atrás de cada porta” quando for aberta. Dá medo da responsabilidade de saber zerar tudo. Dá medo de não confiar, de novo, de não gostar tanto, de novo, de me machucar, de novo. Dá medo de ter “só  mais um” pra ocupar espaço, pra tirar meu riso do rosto, pra desabar o meu mundo. Mas tudo isso dura por um segundo.

O medo se desfaz com a gratidão. É preciso ser grato pelo aprendizado, por aquele dia que eu tava triste e a pessoa me deu aquele abraço de conforto e paz. É preciso lembrar de quantas vezes me fez sorrir. É preciso pensar em quanto me fez crescer, no quanto me fez sentir. Se fui feliz, valeu. Se ele riu, valeu. Quando foi ruim, aprendeu e perdeu. Não, não foi tu quem perdeu. Não fui eu. Foi ele. Foi ele quem manteve as aparências, fingiu demência e agiu da mesma forma. Foi ele quem disse que “pouco se importa”. Foi ele quem me fez fechar a porta. Bateu. Doeu. Me deu a oportunidade de fechar um ciclo, de começar outro, de perceber o meu valor, de me desafiar a não guardar rancor.

Tenho em mãos a chance de perdoar e seguir em frente, usando o coração e a mente. Perdoo, fecho a porta, desejo felicidade, paz, amor e não olho para trás. Que novas portas se abram para o que a vida me traz! Um pé na bunda será sempre um tesouro. Só sabe levar um pé na bunda quem sabe o verdadeiro valor do “outro”.

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