Se eu te perguntar o que é ser vulnerável para você, provavelmente virá algum pensamento sobre fraqueza, fragilidade ou incapacidade, certo? Fomos educados a enxergar a vulnerabilidade como algo “negativo”. Mas sabe de uma coisa?! Hoje revi meu conceito sobre vulnerabilidade, e compreendi onde está um dos meus maiores equívocos na vida, e que tanto tem me gerado frustração!

Compreendi a importância de assumir minha vulnerabilidade para poder me tornar verdadeiramente autêntica na vida!

O ser humano nasce e vive para se conectar com outros seres humanos, mas, se existe uma coisa capaz de desfazer conexões, é a vergonha! A vergonha pode ser vista como o medo da desconexão, e te faz pensar coisas do tipo: “Há algo sobre mim que, se outras pessoas souberem, fará com que eu não mereça conexão?”. E na verdade, todos nós sentimos isso em diversos momentos da vida.

O que sustenta essa ideia de que “não sou boa o suficiente”, “não sou magra o suficiente”, “não sou rica o suficiente”, ou seja lá o que for, é uma vulnerabilidade dilacerante. Para que a conexão aconteça, precisamos nos permitir ser realmente vistos, mas temos medo e vergonha de nos mostrarmos exatamente como somos.

Entendi que a vulnerabilidade, essa que nos deixa envergonhados e com medo, é exatamente a mesma que irá nos proporcionar os melhores momentos de nossas vidas! Aceitar e exibir nossa vulnerabilidade, com a sincera crença de que somos MERECEDORES de amor e pertencimento, faz TODA A DIFERENÇA!

Entendi também que viver abraçando a vulnerabilidade (e não lutando contra ela), é ter CORAGEM de ser imperfeita, é ter compaixão para ser gentil comigo mesma para depois ser com os outros, é estar disposta a abandonar quem pensava que deveria ser a fim de ser quem realmente sou, e que isso sim, é viver de forma autêntica.

A vulnerabilidade não é algo confortável, mas também não é assim tão doloroso. Basta ter DISPONIBILIDADE para dizer eu te amo primeiro, a disponibilidade de fazer algo sem garantias, ou de investir em um relacionamento que pode ou não funcionar…

Vivemos em um mundo vulnerável, e uma maneira que encontramos de lutar contra isso, é anestesiando as nossas vulnerabilidades, nossos sentimentos ruins. Mas o problema é que não temos como anestesiar seletivamente só o que nos desagrada, quando fazemos isso, anestesiamos também as alegrias, a gratidão e a felicidade, e então nos sentimos infelizes, procurando um propósito na vida, e nos sentimos vulneráveis, e isso se torna um ciclo perigoso.

Permitir que sejamos vistos, vistos profundamente, vulneravelmente, amar com o coração, mesmo que não haja garantias, praticar gratidão e alegria nos momentos mais difíceis, apenas parar e ao invés de criar catástrofes mentais sobre o que poderia acontecer, apenas dizer “sou grata por isso”, porque sentir-se vulnerável, significa estarmos vivos!

Entendi a importância de lembrar-me diariamente que: “Sou suficiente”. E mais do que lembrar, é acreditar nisso! Somos todos vulneráveis, imperfeitos e SUFICIENTES!

Francine Pressi

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